As tecnologias mudam, a moda muda, as culturas mudam e, por mais que pareçamos imersos em uma rotina diária, pequenas mudanças estão ocorrendo a cada momento. E acabam culminando em grandes mudanças.
Pessoas que há décadas não poderiam conduzir governos devido à origem ou aparência, hoje são líderes políticos. Da censura do passado, hoje o indíviduo tem voz própria fortalecida nas redes sociais. E ativos que há pouco eram considerados um parâmetro livre de risco no mercado financeiro, arriscou recentemente dar um default.
E como podem as empresas ignorararem que o contexto em que estão inseridas está constantemente mudando? Não podem. É por isto que as empresas líderes e mais sustentáveis tem a capacidade de aprender em comum.
E sustentabilidade, neste caso, pode ser mesmo entendido no sentido mais literal possível: a capacidade de se manter operando por décadas à frente.
Capacidade de aprender é estar aberto para ouvir o que está acontecendo no mundo; filtrar estas informações segundo a sua identidade, seu propósito, ou seja, a sua marca, e agir, reiventando-se para acompanhar a evolução dos mercados e da sociedade como um todo.
Neste processo, os indivíduos são o ponto de partida, mas o processo em si ocorre de forma coletiva, na organização. Estar aberto para o novo, reconhecer erros como inerentes e respeitar o diferente são o primeiro passo para construir um ambiente fértil para a aprendizagem.
Aprendendo, a empresa mantem-se apta a operar no contexto em que estiver e não enfraquecerá perante desafios, sejam eles econômicos, sociais ou ambientais.
Mariama Vendramini – Vallua