O que você faz no mercado que é só seu?

Autor: Mariama Vendramini – Vallua

Ter vantagem competitiva é ter algo diferente que é assimilado como positivo entre os demais, neste caso, entre os consumidores e clientes. Da clássica lei de oferta e procura, entendemos de onde vem o valor de uma vantagem: se é diferente, é escassa; se é escassa e positiva, então, é valiosa.

 Porter, um dos grandes nomes do marketing, diz que uma vantagem competitiva pode ser criada a partir de uma estratégia de baixo custo, de uma diferenciação ou da atuação em um mercado de nicho. Entretanto, para operar com baixo custo, é necessário ter capacidade e recursos específicos que viabilizem uma estrutura com este foco, ou seja, uma diferenciação, que configura uma vantagem em relação àqueles que não possuem esta estrutura diferenciada voltada ao baixo custo. Ele diz também que a vantagem pode ser desenvolvida com a presença em um mercado específico, ou de nicho. Mas para que isto ocorra são necessários recursos, como conhecimento e contatos, e capacidade para tranformar este conhecimento em uma forma de conduta específica, ou seja, novamente é necessária uma prévia disposição para a diferenciação, que se materializa, neste caso, com o atendimento de um mercado de nicho.

 A teoria baseada em recursos (Resources Based View of the Firm) procura explicar a dinâmica das vantagens competitivas, passando pelas predisposições que as geram. Com base neste entendimento, os recursos de cada empresa são determinantes para as suas posição no mercado. Cada empresa é única, pois foi sendo construída por seus recursos específicos, como pessoas, parceiros, clientes e ativos que, combinados de uma maneira única, escrevem uma história particular, desdobrando-se em desafios e oportunidades particulares. Assim, uma vantagem competitiva nasce da interação única dos recursos de uma empresa, seja internamente ou externamente.

 O contexto e acontecimentos aos quais as empresas reagem com seus recursos – e assim desenvolvem as suas vantagens competitivas – não são fixos, mas mudam e evoluem ao longo do tempo. E nesta incerteza, o que é essencial para se manter sempre a vantagem competitiva? É atuar com base em uma identidade e propósitos claros. O que a empresa faz, como faz, para quê faz, para quem o faz, com quem se preocupa, quais riscos quer correr, como e onde quer estar amanhã, até onde está disposta a ceder, são todas questões que podem ser respondidas de diversas formas. Mas cada empresa tem uma combinação única de respostas, espelhando a sua identidade única.

 As vantagens competitivas nascem destas identidades empresariais únicas. Analisar os concorrentes, fazer benchmarking, adotar objetivos, estratégias e iniciativas similares (ou mesmo iguais) e se aproximar do que os outros estão fazendo, pode reduzir a sua desvantagem em relação ao mercado. Mas para criar uma vantagem, é preciso inovar e se diferenciar da maioria. E para mantê-la ao longo do tempo, só é possível através de uma identidade clara, exercida pelos funcionários naturalmente e que extrapola os limites da empresa de forma genuína e consistente.

E então, o que você faz no mercado que é só seu?

Mariama Vendramini – Vallua

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O que as empresas mais sustentáveis tem em comum?

Autor: Mariama Vendramini – Vallua

As tecnologias mudam, a moda muda, as culturas mudam e, por mais que pareçamos imersos em uma rotina diária, pequenas mudanças estão ocorrendo a cada momento. E acabam culminando em grandes mudanças.

Pessoas que há décadas não poderiam conduzir governos devido à origem ou aparência, hoje são líderes políticos. Da censura do passado, hoje o indíviduo tem voz própria fortalecida nas redes sociais. E ativos que há pouco eram considerados um parâmetro livre de risco no mercado financeiro, arriscou recentemente dar um default.

E como podem as empresas ignorararem que o contexto em que estão inseridas está constantemente mudando? Não podem. É por isto que as empresas líderes e mais sustentáveis tem a capacidade de aprender em comum.

E sustentabilidade, neste caso, pode ser mesmo entendido no sentido mais literal possível: a capacidade de se manter operando por décadas à frente.

Capacidade de aprender é estar aberto para ouvir o que está acontecendo no mundo; filtrar estas informações segundo a sua identidade, seu propósito, ou seja, a sua marca, e agir, reiventando-se para acompanhar a evolução dos mercados e da sociedade como um todo.

Neste processo, os indivíduos são o ponto de partida, mas o processo em si ocorre de forma coletiva, na organização. Estar aberto para o novo, reconhecer erros como inerentes e respeitar o diferente são o primeiro passo para construir um ambiente fértil para a aprendizagem.

Aprendendo, a empresa mantem-se apta a operar no contexto em que estiver e não enfraquecerá perante desafios, sejam eles econômicos, sociais ou ambientais.

Mariama Vendramini – Vallua

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A Grande Organização

Autor: Mariama Vendramini – Vallua

A Grande Organização possui um movimento continuo, integrando-se com reuniões, planejamentos e variações do mercado, tornando tudo um único movimento.

Em todos os momentos, ela atua com grande profundidade e relevância, fluindo para fora e para dentro, incessantemente. A cada instante, está se consolidando e se expandindo.

Nos tornando ou não conscientes dela, ela continua acontecendo e não podemos experimentá-la, pois as experiências são limitadoras. Nossos pensamentos e emoções não podem se envolver com ela, ela é ativa demais para isto.

Tudo ocorre em uma profundeza desconhecida, para qual não há medida direta das nossas contribuições. Mas existe uma grande tranquilidade, o Propósito está se cumprindo, independente da forma ou do tempo. O Propósito de evolução.  Evolução da base de todas as Organizações: o Homem. 

Lucas Copelli – Vallua

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Fundos responsáveis: uma estratégia racional de negócios

Autor: Mariama Vendramini – Vallua

Entre 15% e 20% dos ativos sob gestão de fundos de investimento, ou R$ 26,5 trilhões,  devem ser alocados em fundos de investimentos responsáveis até 2015. Esta estimativa foi apresentada dia 04/07/2011 em reportagem da Folha de S. Paulo com base em estudo de uma consultoria holandesa. Continue reading → mano vai ai

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O tão desejado crescimento e a geração de valor

Autor: Mariama Vendramini – Vallua

Crescer. É o que todas as empresas almejam. Mas há muitos sigificados para o crescer. Crescer pode ser aumentar volume físico, mas também pode ser interpretado como desenvolvimento e  evolução. Neste sentido, crescer não é apenas adicionar volume a qualquer custo hoje, mas melhorar qualidade, atratividade, diminuir rotatividade dos funcionários, ou seja, gerar valor. Continue reading → mano vai ai

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